Force of Nature - Suzanne Brockmann: Jules Cassidy pra se apaixonar!

Recomendação da minha autora predileta é impossível de ignorar.
Então, quando J. R. Ward diz que só teve coragem de investir na estória de Blay e Qhuinn por causa do vanguardismo de escritoras como a Suzanne Brockmann, que romperam com os tabus da sociedade e resolveram escrever abertamente sobre um protagonista gay, a gente tem mesmo de dar o braço à torcer.

Eu não me arrependi.
Force of Nature é o terceiro livro dela que eu leio. O segundo com o Jules Cassidy como personagem principal. 
Não tem como não amar o Jules com todo coração!

Vou tentar ser boazinha e não entregar a estória toda, mas não garanto nada! Hehehehe

(crédito da imagem para Fantastic Fiction)
Depois que a WARDen disse que a inspiração pra conseguir tocar o projeto "Final Feliz" para Blay e Qhuinn pra frente veio de exemplos como o da Suzanne, eu realmente fiquei me coçando pra ler o que ela escrevia e saber com que cara o Lover at Last iria ficar.

When Tony Met Adam, um conto da série Troubleshooters Inc., foi o primeiro de todos os livros que li no meu amado Kindle. Mas eu sou tapada demais e comecei pelo último livro que deveria ler. Enfins...
Depois de já ter lido o conto, aí sim parti para ler os livros onde Jules Cassidy era o personagem principal.

Eu já falei dessa doçura que é o Jules aqui na resenha de Hot Target, mas não me canso de me derreter por ele, então aí vai:

(crédito da imagem para Dirty Celeb Men)
O Jules não é essa rabiscação maravilhosa não (alinháis, quem de vocês não queria ser a dona daquela mãozinha de esmalte vermelho ali? Huahahahahahahahahahaha o/), mas ele tem esse estilo boyish do Adam Levine. E o que são esse oblíquos do Adam Levine...

Jules é um dos meus personagens prediletos porque ele é justo, é correto, é corajoso, é badass, mesmo sendo gay. O cara é um agente super especializado do FBI, que mesmo assim é inteligente e carismático, mas que mete o cacete (no sentido figurado!) em todo mundo quando é preciso.

A Suzanne confessou que escreveu esse personagem em homenagem a seu filho, que é homossexual. Jules foi criado antes mesmo do garoto perceber que gostava de meninos, e foi um salto gigantesco da sua mãe em direção a uma sociedade mais justa e igualitária, onde não importa qual a cor da sua pele, a sua religião, o time para o qual você torce ou mesmo sua orientação sexual.

Aff, vamos continuar porque não posso ficar aqui olhando muito pra isso (#espiadinharápidanosobliquosdoadamlevine).

- Sobre o enredo:
São duas estórias principais, a de Ric Avaraldo, um investigador particular, e sua secretária, Annie Dugan, que só está trabalhando com ele porque é filha de um amigo.
Ele ajuda a uma mulher misteriosa e termina ficando à mercê das chantagens de um figurão, Gordon Burns, que pode estar facilitando a entrada de terroristas nos Isteites Unaited.
Ah, é claro que Ric e Annie ficam se rodeando e a possibilidade de dar samba é gigantesca! Hehehehe

A outra estória é sobre Jules, é claro.
E essa é a melhor parte do livro, porque eu comprei mesmo era pra saber sobre o desenlace do romance entre ele e Robin Chadwick, coisa que tinha começado estranha em Hot Target e que não tinha ido pra frente..

Jules está na caça de Gordon, tentando provar que ele realmente anda trazendo terroristas para dentro do país, e vai precisar da ajuda de Ric e Annie pra isso. Acontece que Burns é também um produtor cinematográfico, e está produzindo o mais recente filme de quem, de quem? Robin Chadwick, é isso aí!

(crédito da imagem para Gossip)
Chris Pine é muito Robin!
Jules estreita contato novamente com Robin. Robin, aquele pedaço de mau caminho, super carismático, alcoólatra e inconsequente, que está tão interessado em Jules quanto Jules nele, mas morre de pânico de admitir.

- Sobre o livro:
Force of Nature é um livro de romance policial. Ponto. O fato de um dos casais ser homossexual é irrelevante, porque todo o drama e o desenrolar do envolvimento continuam funcionando para eles da mesma maneira que funcionariam para um casal heterossexual.

Ritmo acelerado, enredo interessante, saídas inteligentes. Suzanne Brockmann é especialista nesse gênero e se vira muito bem, prendendo o leitor até o fim.

Para quem está ainda torcendo o nariz para o romance M/M, Suzanne é bem discreta. Muito diferente da Evangeline Anderson e do Damon Suede, por exemplo. Há uns poucos beijos, não muito bem descritos (tipo: não tem língua enfiada na goela rodando no sentido horário, mão direita na omoplata esquerda apertando com pressão de 10 Pa... E coisas do gênero). O ato sexual em si não é gráfico como em Hot Head. Mesmo assim fica claro o que eles estão fazendo e como se sentem.

A descrição dos dramas psicológicos e da luta interna com os sentimentos é o que mais me atrai nesse tipo de livro. Conversando com a Monica Vidal ela esclareceu que há, dentro da classe de romances M/M, subclasses; e que eu e a maioria das mulheres temos preferência pelos livros chamados "Gay For You", quando um cara se interessa especificamente por outro, sem nunca antes ter sentido atração por homens.

Vale muito à pena.
Recomendo como leitura para quem ainda não consegue se acostumar com a ideia de romance entre dois caras, mas está curiosa pra saber porque é que tem tanta menina (EU!) que AMA esse tipo de estória.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...