Não li e Não Gostei: BDSM

É Cinquenta Tons pra cá, Maya Banks, Cherise Sinclair e Sylvia Day pra lá.
De tanto ouvir falar nesses livros que têm surgido nessa ondinha maintream de BDSM (do inglês Bondage and Discipline, Dominance and Submition, e Sadism or Sadomasochism and Masochism - "Escravidão/Imobilização e Disciplina, Dominação e Submissão, e Sadismo e Masoquismo" - Wikipedia em ingries, Wikipedia em tupiniquim) me inspirei a começar a escrever essa postagem com a Tag "Não li e não gostei". Huahahahahahaha

(crédito da imagem para DHGate)


#SouDessas. Não consigo superar...
Não tenho nenhuma atração por BDSM. Acho caricato e muito pouco atraente. Parece coisa de reportagem do Super Pop! kkkkkkkkkk
Por isso, quanto mais eu recebo indicações do Cinquenta Tons, ou de outros livros com essa temática, mais eu tenho certeza de que vou rir horrores, ou que vou ficar cheia de vergonha alheia pela autora.

Não é BDSM, mas é Vergonha Alheia. Hehehehe
(crédito da imagem para Vergonha Alheia)

Essa minha resistência gerou até uma certa discussão entre minhas coleguinhas do Grupo Prazer em Seduzir.
A versão de BDSM apresentada nos livros tem suas defensoras ferrenhas! Elas defendem que é muito bonito e muito excitante, que há romance.

OBS. Importante: Vamos frisar, destacar, deixar claro, que eu tenho consciência de que para que uma prática de BDSM possa acontecer, é preciso muita confiança entre os parceiros. Não estou tentando colocar em dúvida a validade dos relacionamentos que envolvam BDSM. Acredito mesmo que os parceiros tenham muita afinidade e que possam até se amar verdadeiramente. Mas DURANTE a prática, gente, não tem carinho, beijinho, "doeu, amor?", nem nada disso. Os dois combinaram juntos o que vai rolar, mesmo que sejam coisas dolorosas e humilhantes.

E defendo que durante uma prática BDSM - não durante o relacionamento entre duas pessoas que praticam o BDSM - não há carinho nem romantismo: há ações que são combinadas e que podem machucar, restringir, subjugar e humilhar um dos dois (ou mais) praticantes - os SUBs.

E o que diabos é SUB: é o lado submisso da prática. Consequentemente, o lado dominante é chamado DOM.

Então, minha resistência vem de dois lados:

- Não acho atraente, excitante, provocante, tentar fazer sexo com dor. Nem sentindo, nem provocando dor em alguém. Acho broxante, acho desnecessário. As roupitchas, os acessórios, tudo parece extremamente decadente e caricato pra mim.

Por mais que tentem me convencer de que esse lance entre SUBs e DOMs é chique assim, é só fazer uma procura mais aprofundada em uns videozinhos pela internet que você vai ver que o buraco (ou buracos) é muito mais embaixo, muito mais arrombado, muito mais machucado, sujo e feio do que a gente imagina.
(crédito da imagem para Portobello RC)

- Não acredito que esses livros sejam honestos. Usando um termo que muita gente vai achar super pejorativo, mas, na falta de um melhor, fica esse mesmo (e eu vou ter que aguentar as pedradas...), me parece ser um BDSM pra Dona de Casa. Ou seja, algo açucarado, escrito para provocar o interesse das mulheres que têm uma vida engessada, que já não acham nada tão excitante na sua rotina.

Mas, como eu disse, não li e não gostei. Na verdade preciso sentar minha bunda na cadeira e ler antes de ficar tecendo teorias. É mais um hábito por conta da minha teimosia - encasquetei que não gosto e pronto. Mas, posso muito bem mudar de opinião - na verdade, gostaria imensamente de mudar de opinião!
As únicas coisas remotamente BDSM que li foram aquelas cenas patéticas do Vishous na Irmandade da Adaga Negra. E, preparem suas pedras, porque eu não gosto do Vishous. Nem um honorável pouquinho. (xuro que tentei - mesmo! - mas até agora meu nariz se torce só de pensar em ler mais sobre ele, sua suposta genialidade, as supostas 16 línguas que ele fala, seus supostos vastos conhecimentos em informática. Nenhuma dessas características bacanas foi profundamente abordada. Ao contrário, a WRADen preferiu dar destaque a esse lado traumatizado e freak show e ao seu romance com um fantasma. Mas deixa, quieto, essa é uma discussão para um outro post.)

No final das contas, não sei se essa má impressão é por conta de associar BDSM com Vishous ou porque eu acho meio ridículo mesmo.

Ah, e mais um ponto levantado por uma colega do Grupo Prazer em Seduzir, que gosta muito desse tipo de livro: os autores sempre colocam o praticante de BDSM como uma pessoa traumatizada. Como só li o lance do Vishous, parece que ele pratica porque foi barbarizado e humilhado lá longe no Acampamento do Bloodletter.
Não é possível que os praticantes de BDSM sejam todos pessoas com um passado triste, de abuso e humilhação! Certeza de quem tem um monte de gente que faz isso porque gosta mesmo, não porque foi abusada por um tio, ou estuprada, ou apanhou de alguém. Aff....

Como eu disse, não gosto de coisas que envolvam desconforto.
Mas se gostasse de BDSM, acho que da mesma maneira, não gostaria desses livros, sabe.

Mas, pessoas defensoras dos livros BDSM da atualidade, plis, não se ofendam!
Totalmente respeito quem gosta desse gênero, assim como me sinto sempre muito respeitada por quem não gosta/detesta/abomina romances M/M.
Foi só um desabafinho. Hehehehehe

10 comentários:

  1. Oi Gabs!

    Olha só, já que vc defendeu tão apaixonadamente sua opinião acho que ñ vai se importar se eu defender a minha: Primeiro de tudo, quero que fique claro que, vc tem TODO direito de não gostar de BDSM, o troço é meio sinistro e tals, mas assim...eu acho uó a gente radicalizar total sendo que a gente nem sabe do que a gente tá falando.

    Eu já li alguns livros que tem temática BDSM, aliás eu acabei de ler uma série que pirou meu cabeção de tão boa, verdadeira e FORTE que ela é. Assim, eu não acho que eu estaria preparara pra incorporar isso pra minha vida sexual e romantica, mas eu não gosto de falar que nunca faria porque eu nem sei direito como funciona. Concordo com vc quando vc diz que a maioria dos livros é "água com açucar", eu tb acho que são. A não ser por esses que eu acabei de ler, porque a autora é praticante de BDSM e ela sabe do que ela esta falando. Mas não vamos entrar nesses méritos. O que eu acho válido aqui é que assim ó, tem muita gente que nunca leu romance m/m e vive descendo a lenha e vc lê romances m/m e vc sabe que a grande maioria das pessoas tem uma visão deturpada do que é um romance gay, falar que não gosta de um livro/filme sem nunca nem ter dado a chance de tal livro/filme te conquistar parece, pelo menos pra mim, um tanto quanto preconceituoso. Porque vc bem sabe que a palavra preconceito vem de ter uma ideia formada sobre algo que vc nem conhece...

    Enfim, como eu disse e volto a afirmar, vc não precisa gostar de BDSM e nem precisa ler os livros com o tema, porque vc tá no seu direito de escolher ler aquilo que vc gosta, todo mundo faz isso. Mas a partir do momento que vc decide falar mal ou bem de alguma coisa, acho que o mínimo que a gente tem que ter é conhecimento sobre o assunto.

    Espero que vc entenda.

    Bjs


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    Respostas
    1. Oi Mô!!!

      Claro que entendo, o pior é que REALMENTE concordo com você.
      Fiquei muito na dúvida se postava ou não esse post, porque não tenho conhecimento dos livros sobre o assunto, e isso é um preconceito besta.
      Mas sabe quando você se irrita com tanta gente pagando pau pra um troço que é um arremedo da verdade?

      Então, eu fico fula da vida quando as pessoas vem defender essas livros açucarados dizendo que eles são BDSM com romance. Oras, durante a prática, não tem romance no BDSM, cara pálida! Tem romance antes ou depois, mas no durante, tem não.

      E eu já não gosto mesmo da ideia, ainda parar pra ler uma coisa que é uma fantasia marromenos: garrei raiva.
      Se algum praticante mesmo da parada tivesse lido esse romances famosões (veja bem, minha antipatia é com os famosões) e tivesse dito: olha só galera, é isso aí mesmo que rola, a parada é fiel - Eu teria dado todo crédito e lido com toda boa vontade.

      Mas, eu vou ler pelo menos a trilogia dos 50 Tons pra reafirmar o que escrevi ou me retratar se tiver achado que a parada não é assim tão abominável...

      Obrigada mesmo por ter comentado!
      Eu adoro e respeito suas opiniões, e sei que estou sendo birrenta e preconceituosa, e acho que no final gosto de BDSM, pois estou aqui doida pra tomar uns puxões de orelha! Huahahahaha


      Beijocas, sua linda!

      P.S.: Retomei Stick $ Stones e Zane e Ty estão indo para Bluefield! Louca pra saber o que vai acontecer!!!!

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    2. Eu tb acho que esses romances famosos são pura balela. Assim, minha modesta opinião, porque eu sei que eu não sei nada de BDSM. Mas pelo pouco que eu li em Original Sinners (a autora é praticante) a coisa é muito mais sinistra do que eu imaginava. hehehehe. Tipo, eu acredito que existe amor e muita confiança, pq se não existisse esse tipo de relacionamento não rolaria.

      Acho mesmo que vc devia ler 50 Tons e sei lá mais o que, porque daí sim vc pode descer a lenha em um livro específico, com conhecimento de causa. Porque na boa, eu li e não vejo nada demais nesses livros. Aliás, muito me irrita que 50 tons de cinza faça todo esse sucesso e uma puta série como Original Sinners ninguém conhece.

      Enfim, acho que a gente tem que ler de tudo antes de falar que não gosta. Mesmo que seja pra ler e odiar.

      Bjs

      PS: Ehhhhh. Vai fundo em Sticks and Stones que eu tenho certeza que depois desse livro vc vai estar apaixonada por Ty e Zane.

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  2. Concordo com você em partes.
    Tenho uma relação de amor e ódio com os livros BDSM. Até li alguns que gostei. Mas tem muita coisa que me incomoda.
    Uma delas é o Dom sempre "saber" o que a mulher (sub) quer, mesmo, ela não falando nada ou até negando. Isso é ridículo. Não existe isso !!!
    Li um esses dias, não lembro o nome, mas era BDSM. Nesse livro ela era "castigada" com palmadas e tudo. A cada vez ela ficava mais "ligada". E ela pôde dizer pra ele quando parar o "castigo" e "ir pros finalmentes". Ela tinha o poder de escolher o momento e até aonde ia o castigo. Até aonde ela gostava. Sem palavras seguras. A maioria dos livros se a sub diz a palavra segura, a relação acaba. Porque acabou a confiança !! Me poupe !!
    Se um dia eu topasse algo de BDSM (nem falo de um tapinha no bumbum ou uma pegadinha mais forte) seria como nesse livro. Eu sempre no controle do meu corpo. O que é mais do justo. Ninguém pode conhecê-lo mais do que eu !!!
    Mas, enfim, cada um sabe de si. O que seria do verde se todos gostassem do vermelho ?
    Simone

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  3. Sou muito velha pra ser politicamente correta, então vai na lata mesmo...Detesto esse lance de BDSM...
    Isso de sentir dor...ou causar dor...Deus me livre...
    Mas,o que me acaba mesmo é a submissão....
    Sério,gente?Sério de verdade que tem gente que sente prazer sendo humilhado?Me sobe a pressão só de pensar...
    E sentir prazer humilhando me parece coisa de babaca. #prontofalei

    Já li muito livro BDSM e não gosto,mesmo.
    Nem tô pensando em ler esses mil tons ae...

    Eu gosto de romance...sem dor,sem humilhação...ou seja,com muito respeito.E hot! :p


    Tb não gosto do V...achei que era a unica...
    Nunca comprei o romance dele com a Jane...
    Já que ele é completamente apaixonado pelo Butch, vide a cena de BDSM dos dois.
    E é o tipo que se acha...
    Sou #teamraghe
    Sei que vc não gosta do Hollywood...mas...ai ai...*.*
    E, obvio...um traumatizadinho feito o MEU Qhuinn!

    Enfim...acho preocupante que um livro como esse dos 50 tons,-( e aqui vou falar sobre o que ouvi por ae,pq não li)que fala de humilhação,cara rico "comprando" as vontades da menina - faça sucesso...
    Por isso que esses "as mina pira" e chris browns da vida tão em alta.

    :/

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  4. Bem! Esse é um grande tema... rsrsrs

    Eu particularmente não gosto de livros BDSM e posso dizer isso numa boa porque já lí alguns a respeito, héteros e homo. Acho que simplesmente não me convence, não apela de forma alguma e as vezes até provoca enjoo. Hj quando vejo que o tema do livro é esse passo direto.
    Dor e humilhação? Nãooooooooooooooooo!!! Com ou sem palavra segura é NÃO e ponto.
    Não julgo quem opta por esse estilo de vida, as escolhas das pessoas são exatamente isso, escolhas, e cada um sabe o melhor para si, ou não. Sei que existem pessoas que ficam "ligadas" com tudo isso... Eu cá com minha mente curiosa só consigo me perguntar qual a causa disso, o que leva uma pessoa a buscar esse tipo de válvula de escape, essa torção ou sei lá o que, depois paro e vou ler algo mais meu estilo. rsrsrs

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  5. Bom dia Gabi!!!
    Eu concordo muuuuuuuito com vc!!!! Li a trilogia 50 tons, os livros da IAN, e outros com temática BDSM, e posso afirmar com precisão DETESTO essa temática. Essa história de submeter outra pessoa, de ter prazer na dor e humilhação dela, TÔ TOTALMENTE FORA!!!! E vamos combinar q os livros do 50 são muito fraquinhos (pronto falei), é o típico livro escrito pra se tornar filme da Disney!!!! Mas respeito totalmente quem gosta, até pq como vc, sou viciada em romances M/M, e até nesses não gosto qdo a temática é BDSM.

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  6. Oi Gabi,
    Também estou contigo nessa, li pela metade 50 Tons e Toda Sua e os achei bizarro.
    Respeito quem curti, mas não consigo compreender o por que. É tudo tão humilhante e sádico, fora que a trama em si é sempre muito fraca.
    Enfim, para mim a esperiência com esse tipo de leitura foi uma caca.

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    Respostas
    1. Aryane querida mil perdões!!!
      Eu estava no celular, clicando no sei comentário para ler, mas com a tela pequena cliquei no link infeliz de "remover comentário".
      Tô pau da vida!!!!! Tava louca p saber o q vc escreveu e agora não vou saber nunca!!! Aike ódio de mim mesma!!!

      Te peço muitas desculpas, amiga...
      Se vc poder comentar d novo (e perdoar minha burrice) eu te agradeço.

      Beijos

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

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