Ascensão da Meia Noite - Volume IV da Série Midnight Breed da Lara Adrian

Abri esse livro porque achei que fazia muito tempo que ele estava na estante e porque, de repente, deu aquela saudade dos Senhores do Mundo Subterrâneo (minha coleção favorita como substituta para a Irmandade da Adaga Negra). 

Não entendeu nada, não é?
Porque esse livro não é da coleção Senhores do Mundo Subterrâneo, muito menos da Irmandade da Adaga Negra.
Ascensão da Meia Noite é o quarto volume da coleção Midnight Breed, escrita pela Lara Adrian. E Midnight Breed é a minha segunda coleção favorita para ler quando eu estou carente da Irmandade da Adaga Negra.

(crédito da imagem para Pró-Cultura Alternativa)

Antes de começar a escrever a resenha, tenho de deixar escapar um desabafo: não sei se é o Google Chrome ou se é o Blogger, mas está um saco fazer as edições do blog quando cada imagem que a gente precisa inserir e cada link que a gente coloca nos remete de volta para a primeira linha da postagem. Assim, quando uma imagem é inserida ela está ficando acima da postagem e você tem de arrastar até sua posição correta. Mesma coisa com o cursor assim que se insere um link: volta para a primeiro caracter da postagem.
Essa chatisse está acontecendo desde o mês passado e me tirando a (pouca) paciência para postar...


Mas, voltando ao Ascensão,

Sobre a Coleção
Midnight Breed (que, não sei por que cargas d'água não foi traduzido para Raça da Meia Noite) é uma coleção sobre vampiros.
Ok, já tô vendo uns narizes se torcendo por aí. O meu também se torceu, porque eu achei super oportunista. E quando li o primeiro volume, O Beijo da Meia Noite, e vi umas similaridades muito similares demais da conta com a Irmandade, a má vontade foi nas alturas.

Mas, se por um lado o primeiro livro é muito parecido com o Amante Sombrio da J.R. Ward (os personagens, a relação entre eles, os objetivos da Raça, a luta contra uns inimigos - os Renegados), por outro há elementos - como a origem dos vampiros, que são bem diferentes.

Eu estou devendo a resenha do O Beijo da Meia Noite, assim como estou devendo a resenha do O Despertar da Meia Noite - que é o terceiro livro da série. Mas, foda-se, vou resenhar esse aqui que foi o último que eu li, porque já não lembro patavinas dos outros (e muito possivelmente não vou reler nenhum deles, so...)

A coleção já está no décimo segundo livro, mas a editora brasileira, Universo dos Livros, só lançou quatro. Segue aqui relação com os títulos e capas originais e versões brasileiras já lançadas:

Lançado no Brasil pela UdL como
O Beijo da Meia Noite - #01
(crédito da imagem para Lara Adrian)

Lançado no Brasil pela UdL como
O Beijo Escarlate - #02
(crédito da imagem para Lara Adrian)

Lançado no Brasil pela UdL como
O Despertar da Meia Noite - #03
(crédito da imagem para Lara Adrian)  

Lançado no Brasil pela UdL como
A Ascensão da Meia Noite - #04
(crédito da imagem para Lara Adrian)


O Véu da Meia Noite - #05
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)
As Cinzas da Meia Noite - #06
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)


Os Tons da Meia Noite - #07
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)

Tomado pela Meia Noite - #08
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)


Mais Profundo que a Meia Noite - #09
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)

Um Gosto de Meia Noite - #10
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)


Mais Escuro Depois da Meia Noite - #11
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)

À Beira do Amanhecer - #12
Tradução do Peixinho
(crédito da imagem para Lara Adrian)

Nessa realidade os vampiros estão vivendo entre nós. E eles são criaturas vivas (assim como na mitologia da Irmandade da Adaga Negra). Eles convivem conosco, eventualmente se alimentando de nós.
Há um grupo de guerreiros de elite chamado A Ordem que é responsável por caçar os inimigos da sociedade civilizada. Os inimigos são vampiros Renegados, vampiros que sucumbiram à sede de sangue e que ficaram viciados nisso. Então esses Renegados matam seres-humanos e vampiros indiscriminadamente. E a sociedade humana não sabe da existência dos vampirinhos.

Sobre a origem deles, achei uma alternativa arriscada da autora: eles são híbridos resultado da cruza entre seres alienígenas e certas humanas com habilidades especiais, chamadas Companheiras da Raça (a gente vai falar mais sobre elas lá embaixo, aguarde e confie).

Essa série também é estruturada de forma que cada livro conte a estória do envolvimento amoroso de um vampiro da Ordem, usando como pano de fundo o desenrolar político e bélico da guerra entre os dois grupos inimigos. Por isso recomendo que os livros sejam lidos na ordem e que não se deixe de ler nenhum, para que os fatos apresentados no decorrer do tempo não se percam e que o leitor não fique perdido nos acontecimentos e nas reviravoltas.
E são muitas reviravoltas...
Pra vocês terem ideia, em um primeiro momento os inimigos principais eram os Renegados isoladamente; depois surgiu a associação entre um líder de Renegados - até então parecia que os Renegados ficavam irracionais, e se ficavam irracionais, como poderiam seguir um líder? - e um humano que fabrica uma droga viciante que também transforma vampiros em Renegados; em seguida o inimigo é um outro vampiro du-mal que está usando o último ET que sobrou na Terra para fabricar mais vampiros da Primeira Geração.

Pra esclarecer a confa, vampiros da Primeira Geração são os filhos diretos do ETs com Companheiras da Raça humanas. São os mais fortes e poderosos. O líder da Ordem, Lucan, é um vampiro da Primeira Geração.
Só mais um detalhe: todos os vampiros nascem machos - não há vampiras. E as Companheiras da Raça são identificadas por uma marca de nascença no formato de uma lua crescente recebendo uma gota de sangue.

Acho que a marca seria mais ou menos assim.

Sobre a Autora
Lara Adrian vive com seu marido na Nova Inglaterra. Quando pequena, tinha medo dos vampiros, mas, influenciada por Bram stocker, começou a enxergar os seres sobrenaturais como personagens envolventes e sensuais.
Ela já foi premiada várias vezes, além de ser considerada autora Best Seller pelo New York Times.
Os livros da coleção Midnight Breed foram traduzidos para mais de 18 países e ela tá toda contentinha com isso.

Essa é a Lara Adrian
(crédito da imagem para Universo dos Livros)

Achei bacana que ela e o marido inventaram um software para escritores novelistas. Diz ela que esse software auxilia a organizar os livros, a manter o conceito e os personagens mais alinhados, e a resolver o manuscrito final. Quem estiver interessado, dá pra baixar uma versão demo aqui nesse link: WriteWay.


Finalmente, sobre o Ascensão da Meia Noite
Não é a intenção dessa resenha entregar os spoilers do livro, mas, eventualmente, pode ser que rolem alguns, principalmente se você não leu os outros livros da série.

Nessa altura do campeonato, os líder dos Renegados foi desarticulado. Malek era irmão - julgado morto - do Lucan, e foi o único caso registrado de um vampiro que conseguiu deixar de ser Renegado. Agora, não sei te dizer porque esse vampiro tinha tanta raiva da sociedade vampira.

No finalzinho de O Despertar da Meia Noite, a Ordem encontrou uma tumba abandonada de um dos ETs vampirões. Resolveram explodir aquela merda antes que algum humano encontrasse. Então deixaram Rio, que estava todo ferrado depois de ter sobrevivido a uma explosão. Ele também estava destruído emocionalmente, pois tinha sido sua ex-Companheira (já morta), a Eva, quem tinha traído a Ordem e causado o acidente onde ele foi gravemente ferido.

Daniel Bueno como Rio... Nada mais a declarar.
(crédito da imagem para Goodreads)

Só que Rio ficou um tempão isolado na caverna, numa lenga-lenga sem fim, postergando a data da explosão do diacho da caverna.
Dylan Alexander estava ali de bobeira passeando pelas montanhas cazamiga, quando se deparou com a visão de uma mulher mandando que ela "salvasse" alguém. E se Dylan tem poderes sobrenaturais, é mulher e humana ela é o quê? Companheira da Raça, claro! E além disso, ela é uma repórter de um tabloide sensasionalista.

Do encontro dos dois rola aquela velha fagulha da atração, junto com a problemática dela ter tirado fotos da caverna, junto com Rio não querer mais se aproximar de ninguém, junto com mais uns outros complicadores que eu não posso falar aqui, porque dessa vez, não quero mesmo dar muitos spoilers.

Em geral acho que a série está melhorando e se afastando definitivamente da minha primeira impressão sobre as similaridades com a Irmandade. É mais fácil amar assim, quando tudo não parece uma cópia deslavada.
Vale a pena conferir e acompanhar - pelo menos até aqui!


Impressões Pessoais
Algumas coisas eu gostei bastante: amei o Rio ter ascendência espanhola e soltar umas lindas palavrinhas em espanhol. Cara, AMO essa língua!
Outra coisa que adorei no livro foi o mistério bem humorado que Rio faz pra não contar a Dylan seu nome completo.

No livro lemos Rio dizendo que há menos de 1 Companheira da Raça por 500.000 mulheres: mais uma vez essa estória dos vampiros da Ordem tropeçarem em uma Companheira da Raça em cada esquina de Boston está muito mal contada!
Conforme nosso grande amigo a altamente confiável só que não Wikipedia, Boston tem uma população de 5,8 milhões de pessoas, portanto, usando minha HP12c, a calculadora mais indicada para fazer essa conta dificílima + meus vastos conhecimentos adquiridos depois de 8 anos cursando engenharia civil, cheguei a conclusão que Boston tem, no máximo, 11 Companheiras da Raça. Onze, minha gente. Isso, no máximo. Vamo combinar que não deveria ser assim tão comum encontrar uma.
Já a área da cidade é de 232,2 km², sendo 125,1 km² cobertos de terra e 107,1 km² por água. Ora, supondo que além de Companheiras da Raça, elas também não são sereias, entonces, as Companheiras só poderiam ser encontradas na terra. O que nos daria 1 Companheira da Raça por 11,4 km². Indo ainda mais longe, 11,4 km² são iguais a área de 61 Maracanãs. Com arquibancada e tudo.

Tem sereia fazendo bico de Companheira da Raça?
(Crédito da imagem para Oficina do Gif)

And, só pra piorar a situação de Boston, se liga que há uma distribuição etária pela população, ou seja, daquelas 11 Companheiras da Raça possíveis na cidade, algumas estão passadinhas - #3aIdade rumo ao RioCard! Hehehehe - e outras são crianças.
Tem Companheiras de outros lugares do mundo? Claro! Mas tá muito mal calculada a probabilidade dos vampiros encontrarem com uma.
Incoerência? Nós lemos aqui.
#sópraimplicar

Mas o que realmente me irrita nessa série é que o livro passa 400 páginas devagar e enrolado, naquele drama do vai-e-vem do romance. Ela querendo, ele fugindo. Ele sendo grosso, ela desistindo. Desejo incontrolável, uma ereção por página (o cara deve estar com o saco azul e doendo de tanto ficar ereto sem chegar a lugar algum) e ele se controla - porque os vampiros, apesar de serem meio-feras, são muito controlados!
No finalzinho é que acontece alguma coisa, algo surpreendente vem e te prende, e você fica louca para ler mais. Aí o livro acaba.

Apesar de que os lances que acontecem no final são realmente muito legais, muito inesperados e dão um fõlego completamente novo à trama!

Quer saber, leia.
Mesmo com o livro pecando pela enrolação, mesmo com essa estória das Companheiras da Raça, leia.
Dei uma bisoiada bem de leve nos resumos dos livros pra frente e muita coisa muito foda vai acontecer! Não vale a pena perder parte da saga por preguiça ou por causa da opinião da Gabizinha, viu. Hehehehe

7 comentários:

  1. Gabi, por favor, pare de postar resenhas bem na hora que tenho que ir pra casa. Começo a ler aqui no trabalho e não.consigo.parar. Daí começo a rir e me divertir e dá contade de comentar. E tenho que ir embora. Por isso, eu imploro, pare. LOL

    Ahá! Te falei que Midnight Breed melhorava muito a medida que ia progredindo, não falei? E falei também que ia ficando mais deiferente de IAN. Acho que vale muito a pena ler a série. O Rio é um dos meus favoritos. O meu mais mais de todos é o Chase, e o livro dele foi o último ( e Edge of Dawn sai agora em fevereiro, OMG!!!). Imagina a minha ansiedade pra ler esse monte de livros até chegar no dele.

    Bom, a Dylan não mora em Boston, mora? Hahaha só pra refutar sua teoria (brincadeira!). Sinceramente, não me lembro de ter achado a história arrastada, com exceção da dúvida cruel do Rio: explodir ou não a caverna. Porque isso foi chato mesmo. Lembro que gostei bastante, e fiquei muito triste com tudo que acontece com a mãe da Dylan. O vilãozinho deste livro é fichinha perto do que está por vir,viu. Se eu me lembro bem.

    Midnight Breed FTW! Beijos :)

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    1. Amiga mais Linda!!!

      Xuro que só posto resenha agora na hora em q vc estiver chegando, pra poder dar aquela enroladinha básica antes do dia começar, né... Sabe comé... Hehehehehe

      Lembrei muito de vc ter falado que os livros vão se afastando disso e contatar o fato me deixou bem feliz. Tenho certeza de que a série está em "Ascensão" - cheia de trocadilho!!
      Quero ver o vampirão ET tocando o terro, quero ver o vampirinho que controla ele fazendo suas maldades, mas sobretudo, tô louca pra ver a sociedade vampira sendo descoberta pelos humanoooooos!!!!!!!!!!!!

      Isso vai ser muito foda!!!

      Beijocas, querida, e obrigada pelo comentário - sabe que eu atóron, néan?

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  2. Olá. Que coincidência! Acabei de começar o primeiro dessa série. Estou com saudade dos irmãos e precisando de algo para me distrair, rs. Bjnhs

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    Respostas
    1. Oi Ana!

      Espero que essa resenha tenha te deixado com ainda mais vontade de continuar lendo a coleção Midnight Breed - pelo menos enquanto os Irmãos não chegam, né? Hehehehehe

      Beijus, amiga!

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  3. Eu super entendo seu drama com Midnight Breed. Quando eu li o primeiro livro, tb pensei a mesma coisa "Caraio, essa porra é igualzinho a BDB", mas daí as meninas do twitter insistiram que com o passar dos livros a coisa ficaria mais interessante e eu resolvi insistir. Me arrependi? NOPE. Acho a série muito foda e recomendo pra todo mundo que gosta desse tipo de livro.

    Sinceramente eu já não lembro mais de TODOS os livros detalhadamente, mas eu posso te dizer que eu amei o livro do Nikolai, do Kade e do Brock. Mas o meu preferido de todos é o CHASE!!! O livro dele é phodeastico e tem uma reviravolta inacreditável e meu...Serling Chase é muito amor. E eu mal posso esperar pra ler o livro novo que sai em Fevereiro, pq o último acabou de um jeito que PQP!

    Continue lendo que vc não vai se arrepender!

    Bjs flor!!!

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  4. Eu já li os 4 primeiros e gosto bastante desta série. É uma pena que a Universo demore tanto para publicar os livros, e nos deixe assim angustiadas pela espera.
    Adorei sua resenha Gabi, e como sempre você mega implicante com pequenos detalhes... kkkkkkkkkkkkkk
    Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  5. Primeiramente eu queria dizer que eu amo o blog do Peixinho Prateado e que aqui tem muitas coisas legais :D Bom, eu sei que a resenha é pouquinho velha, mas eu acabei encontrando ela (graças a Deus!) porque estou interessada em começar a ler a série Midnight Breed e queria me informar melhor. Uma das coisas que eu mais amo é saber a opinião das pessoas sobre uma coisa que eu gosto e fiquei satisfeita com a resenha de vocês, só não pelo fato de uma coisa: A Irmandade da Adaga Negra. Se me permitem falar, mas já falando, sempre quando eu leio alguma resenha sobre uma série que seja longa, que tenha sexo ou seres do submundo, você sismam em comparar com a Irmandade da Adaga Negra :-S Não me levem a mal pessoal, EU AMO IAN, mas até para algumas coisas a gente precisa ter limite. "(...) E eles são criaturas vivas (assim como na mitologia da Irmandade da Adaga Negra)." E não foi só na resenha de Midnight Breed que eu vi a comparação entre uma série e outra, mas também na dos Senhores do Submundo, que me desculpem, tem muita mais história do que a IAN (mesmo amando os irmãos, tenho que admitir isso). As vezes eu tenho a sensação que vocês do Peixinho querem colocar a Irmandade da Adaga Negra acima de qualquer outra série desse tipo de tema, mas a verdade é que não é bem assim. Tem algumas séries que foram lançadas no mesmo ano que a IAN, mas dias ou meses antes e não vejo ninguém tomando nota disso. Afinal vamos lembrar que Midnight Breed foi lançada em 2007, antes mesmo de IAN que foi lançada em 2008! (http://www.sobrelivros.com.br/info-midnight-breed-lara-adrian/) :P Eu acho que vocês não devem comparar séries, até porque nossa querida J.R. Ward esperou para lançar seus livros em um que os Vampiros estavam em alta graças a Saga Crepúsculo, já Lara Adrian, não. \m/

    Não levem essa crítica a mal, porque eu amo muito o blog, eu só gostaria de ver menas comparação entre IAN e qualquer outra série desse gênero, até porque J.R. Ward não é santa e jamais foi, então ela teve algumas ideias de outras histórias que talvez sejam conhecidas por nós ou talvez não. Eu amo o blog, novamente, vocês estão de parabéns pelo trabalho incrível. =D7

    Tirando a IAN do caminho, eu amei a resenha, estou louca para ler a série, deve ser ótima. :-bd

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

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