O Diário de uma Submissa: Sophie Morgan: Um acidente de trem.

Sabe quando alguma coisa é tão chocante que você simplesmente não consegue parar de olhar?
Tipo um acidente de trem.

Pois foi assim que esse livro foi pra mim.

(crédito da imagem para Portal JuLund)

Antes de começar a resenha tenho um aviso muito sério: esse não é um blog com restrição de idade, por isso não tem aquele aviso chatíssimo que pede pra você confirmar se tem mais de 18 anos antes de continuar, mas essa resenha que se segue tem restrições de idade sim, portanto...

Só continue a leitura desse post se tiver mais de 18 anos, ok?

Dito isso, e contando com a honestidade e compreensão dos Peixinhos desse mar, vamos ao O Diário de Uma Submissa.



- Bastidores
Todo mundo sabe da minha aversão a BDSM. Deixei bem claro o que pensava sobre isso nesse post aqui, mesmo sem ter lido nenhum romance da atualidade com esse tema na época do post.
Mas minha amiga Mary, depois de ver minha resenha do Cinquenta Tons de Cinza, escreveu o seguinte:
"Acho que esses livros passam a imagem de que quem gosta de BDSM deve ter algum problema psiquiátrico, sofreu na infância, etc, o que não é inteiramente verdade. Dá uma lida neste livro da Sophie Morgan [ela estava falando de O Diário de uma Submissa]. É bem legal."
 Com uma recomendação da Mary, coloquei o livro na lista dos desejados. E estava me programando para comprá-lo assim que fizesse minha próxima grande compra de livros (pra economizar no frete e tals... além de que a maior parte das lojas online faz frete grátis a partir de um determinado valor de compra, então eu sempre acumulo uns títulos antes de fazer o pedido). Mas, passeando pelo Lá no Cafofo, me deparei com essa resenha da Lilian: O Diário de Uma Submissa (Diary Of A Submissive), de Sophie Morgan.

Essas palavras da Lilian foram as que me fizeram desistir de esperar e comprar o livro na hora (Plágio é Crime! O texto original pertence a: Lá No Cafofo: O Diário de Uma Submissa (Diary Of A Submissive), de Sophie Morgan http://www.lanocafofo.com/2013/02/o-diario-de-uma-submissa-diary-of.html#ixzz2MUw8KRsH):
"Confesso que tenho relutado a ler ficção dentro desse estilo [BDSM], e este livro me atraiu justo por ser não-ficção. Queria saber como era e como pensava uma submissa de verdade. Sempre imaginei que na ficção, a prática do sadomasoquismo é bastante romantizada e ganhou um glamour que dá uma impressão equivocada do que realmente é praticado. E O Diário de Uma Submissa confirmou minha suspeita. Evidentemente, não dá para generalizar, porque este é o relato de uma pessoa, mas para mim foi o bastante para desconstruir o mito que se criou desde o fenômeno 50 Tons de Cinza."
Pronto!
Ela falou exatamente o que eu pensava e confirmou o que tinha dito que achava no meu post sobre BDSM na literatura. Agora eu tinha de ler esse diário que pintava um quadro mais realista do que a prática do BDSM é realmente.


Antes de começar a realmente falar sobre o livro, quero contar mais uma coisa que me chocou em relação a ele. Eu acabei de terminar a leitura e vim me sentar aqui no computador para escrever essa bendita resenha. Achei por bem ir procurar uma imagem da Sophie Morgan na rede (só pra você fugir dela se a vir na rua) e me deparei com a imagem abaixo:

(crédito da imagem para Female First)

Fiquei chocada com a aparência dela. Tinha em mente algo muito diferente - até porque ela não se descreve no livro.
Enquanto eu lia o livro, tentava encontrar um motivo que explicasse por que alguém se submete a sofrer as coisas que ela se submetia (eu não sei te dizer se era ou não de boa vontade... esse livro me deixou muito confusa). Passei por todos os motivos possíveis, já que ela diz logo no começo:
"Odeio estragar mitos, mas não há nenhum trauma profundo no meu passado nem a falta de nada nos meus anos de formação que agora exacerbem meu amor pela obscenidade."
Sophie Morgan, O Diário de uma Submissa, Cap. 1, pág. 10.

Então imaginei que baixa auto-estima ou feiura pudesse sem um fator.
Bem, feiura não é.
E agora em fico imaginando essa mulher toda lanhada, roxa, estragada como ela ficava depois das sessões com seus amiguinhos. E me dá cada vez mais asco.

(crédito da imagem para Tumblr)


- Sobre o livro
Sophie Morgan é uma excelente contadora de estórias.
Coloco aqui o verbete "estórias" ao invés de "histórias" porque, apesar do livro ter sido vendido como uma história real, já sou macaca velha, e termino não acreditando completamente nisso. Acho também que o relato é tão surreal pra mim que não consigo realmente acreditar que aquilo aconteceu. Parece que a narração é resultado da fertilidade de uma mente muito perturbada.

Ah, e antecipadamente peço desculpas porque sei que vou ofender algumas pessoas, mas esse livro me deixou tão revoltada que me tornei ainda mais emocional do que sou naturalmente. Portanto, pessoas ofendidas: me desculpem.
De preferência, pessoas já ofendidas agora, parem de ler. Afinal esse é um blog pessoal e eu me dou o direito de escrever o que eu quiser. No MEU blog.
E já vou avisando que nessa resenha, diferentemente de rodas as outras do Peixinho, não dou o direito de qualquer um escrever o que quiser. Os comentários que me desagradarem vão ser censurados. Mesmo.

Voltando, Sophie Morgan é mesmo muito boa escrevendo, e, como a Lilian, compraria outro livro escrito por ela sem sombra de dúvidas. Mas nunca, jamais sobre esse mesmo tema. Aliás, apesar de só ter lido esse livro de não-ficção sobre BDSM e de só ter tido o ponto de vista de uma pessoa, não quero mais ler nada sobre isso, nem ficção, nem não-ficção. Chegou pra mim.


*Daqui pra frente vou soltar uns trechos do livro e vou dar muitos spoilers inevitáveis na minha atual condição de revolta.*

Abri o livro e já sabia que seria em primeira pessoa, porque, afinal, é um diário. E, diferentemente de muitos outros escritores, Sophie soube utilizar bem esse recurso. Talvez ela escreva tão bem porque é mesmo uma jornalista da vida real, talvez o que outros escritores que amam "primeira pessoa" precisem seja só estudar mais um pouquinho.

Aqui tenho de fazer uma observação: acho que esse livro deveria vir com um aviso tipo os CDs nos EUA, avisando aos pais para prestarem atenção ao que seus filhos estão lendo. Não acho esse livro recomendável para ninguém que tenha uma mente influenciável, para ninguém que está ainda em formação nem para ninguém que tenha um estômago fraco.
Pessoas que são esquizofrênicas, depressivas ou doentes mentais de qualquer doença também não devem ler. 
Saber diferenciar o sadismo sexual do sadismo real é muito difícil, porque se o sádico que te abusa durante uma sessão BDSM for o cara que taca fogo em animais de rua, coloca bombinhas no rabo de gatos, bate em domésticas em pontos de ônibus, esse cara é um criminoso doente e se colocar sob sua influência traz perigo de morte.
Já os sádicos sexuais podem ser pessoas completamente normais que só expressam seu sadismo de forma consentida.
Por isso, se alguém mesmo assim se descobrir um masoquista e quiser passar pelo que Sophie Morgan passou e por otras cositas más, conheça muito bem o seu parceiro, porque você vai precisar confiar plenamente nessa pessoa.

Enfins, a primeira frase do livro é:
"A primeira coisa que tenho a declarar é que não sou uma pervertida."
Sophie MorganO Diário de uma Submissa, Cap. 1, pág. 9.

Coitada de mim, porque eu acreditei nessa primeira frase...
E fui lendo enquanto ela explicava mais sobre si, sobre sua família bacana, sua irmã e sua mãe. E então ela foi contando sobre como descobriu que tinha desejos diferentes das suas coleguinhas e como explorou esses desejos pela primeira vez.

Se alguém te perguntar para um amigo meu qual é a coisa da qual mais gosto no mundo, alguns vão dizer esmaltes, outros livros, mas os que realmente me conhecem vão dizer "estar certa".
Por isso pulei de alegria quando a Sophie disse que os parceiro de BDSM não precisam necessariamente ser namorados ou ter algum relacionamento amoroso. Eles só precisam confiar muito uns nos outros. Amigos com benefícios.
Tive uma discussão num grupo de e-mail com uma garota que jurava de pé junto que BDSM é uma coisa linda e sensual, e que tem muito carinho e amor envolvido.
BULLSHIT!!
"Disse que quanto mais eu berrasse mais forte ele bateria, então mordi a boca e tentei ficar em silêncio. O som de cada impacto na minha bunda parecia um tiro e a dor depois de cada um deles era uma onda de agonia."
Sophie MorganO Diário de uma Submissa, Cap. 4, pág. 52. 

"O problema de ser masoquista é que, no final das contas, se o dominador não é um sádico de primeira, então as punições no sentido comum da palavra não funcionam como uma intimidação."
Sophie MorganO Diário de uma Submissa, Cap. 6, pág. 61. 

"Ele tinha me pedido para fazer uma coisa que eu não achava que seria capaz de fazer. Não queria fazer. A ideia me deixou enjoada de humilhação e raiva.[...]
[...] A satisfação na voz dele era nítida e me deixou furiosa. Ele sabia que estava me pedindo que fizesse uma coisa que todas as fibras do meu ser diziam que não iam e que não podiam fazer."
Sophie MorganO Diário de uma Submissa, Cap. 6, pág. 63.

Então, infeliz, por que você fez?!?!?
Por que você não levantou e mandou ele ir à merda, dessa vez e de todas as vezes no livro que você conta como estava com raiva de ter de fazer alguma coisa que não queria de jeito nenhum?

(crédito da legenda para AlluringCliche)

Entre receber uma quantidade de pancadas tão grande que cortavam sua pele e a faziam sangrar, ter os mamilos presos por grampos que traziam uma dor alucinante, a língua, a humilhação de pedir por isso, as lágrimas os berros, eu fico pensando o que os vizinhos pensavam disso, porque se eu estivesse na minha casa e ouvisse uma mulher gritando e sons de pancadas tão fortes como ela descreve, teria chamado a polícia.

Ela tenta explicar os motivos de alguém praticar BDSM o tempo todo inserindo trechos que são muito contraditórios. Um dos namorados dela conta sua experiência num e-mail:
"No começo achei estranho - meus pais me ensinaram que não devo bater em ninguém -, mas a reação dela foi muito positiva e logo percebi que a diferença entre isso e qualquer forma de violência está no consentimento."
JamesO Diário de uma Submissa, Cap. 11, pág. 146. 

(crédito da imagem para Vulnerable Thoughts)


Meu ódio por Sophie Morgan é praticamente instintivo. Eu fiquei com muita raiva por ela se submeter a coisas que pareciam estar lhe trazendo tanta humilhação e sofrimento. Ela constantemente dizia que estava odiando fazer aquilo, lágrimas escorrendo do seu rosto e mesmo assim ela fazia.
Algumas coisas foram tão revoltantes para mim que me vi acertando o nariz dela com um taco de beisebol se a encontrasse na rua para ela deixar de ser sem-vergonha. Gosta de dor, piranha? Então toma dor.
Esse livro me deixou insanamente raivosa. Todo o tempo em me perguntava por que ela simplesmente não levantava e ia embora, ou porque ela não batia de volta. Isso é tão contrário aos meus instintos naturais que eu não consigo nenhum nível de empatia com essa mulher.
"As pancadas foram mais rápidas do que meu tempo de processamento. Do que podia aguentar. Cada uma fazia um corte na bunda, deixando uma linha de agonia. Com certeza estava sangrando, não dava para imaginar aquela quantidade de dor sem que tirasse sangue."
Sophie MorganO Diário de uma Submissa, Cap. 13, pág. 167.

Tem uma cena em que o cara manda ela se punir por telefone que simplesmente me deu vontade de conseguir enfiar minha mão livro adentro e socar a cara dessa maldita até ela desmaiar. Por que ela simplesmente não desligava a bosta do telefone?
"Senti ódio por ele naquele momento. Aquilo não era submissão para desafiar ou para excitar a mim ou a ele. Estava me tirando da zona de conforto para nosso prazer mútuo. Mas estava me humilhando e diminuindo de uma forma inédita. Realmente senti ódio [...]."
Sophie MorganO Diário de uma Submissa, Cap. 14, pág. 178.

(crédito da imagem para 4Shared)

E  no final o que mais me revoltava era que, depois de aguentar toda a dor e humilhação que ela aguentava, ela sequer tinha uma relação satisfatória!! O cara mandava ela sarrar na perna dele, ou enfiava um dedo na sua xoxota. UM DEDO!!

Ah, vá tomar no cú! Ops, acho que isso é um elogio pra ela.
Pra mim isso era o mais revoltante, porque não consigo imaginar uma relação sexual completa sem um pênis entrando em uma vagina. E isso praticamente não acontece nesse livro. A falta de consideração que ela tem por si mesma pra mim ficava mais evidente quando ela sequer recebia um desfecho digno.

Essa mulher é tão asquerosa que nem o seu namorado conseguiu mais continuar com isso. Ele resolveu terminar tudo porque não sentia mais prazer em machucar como ela gostava. Que na verdade só ficava chateado com isso.
Nossa.

(crédito da imagem para Oh My Gif)

No final me toquei que estava fazendo exatamente como a Sophie. Estava continuando a ler esse livro, apesar de estar odiando, só pra provar pra mim mesma que podia fazer isso.
Mas, ao contrário dela, que ficava destruída fisicamente, e depois ainda queria mais, eu não quero mais passar perto de nada disso.
Não me recomendem mais nenhum livro BDSM porque eu não vou ler.

Pessoas que estão nessa ondinha por aí lendo os romances BDSM: vocês estão se enganando seriamente.
Os reais praticantes dessa... coisa (por falta de uma palavra melhor) estão rindo das suas caras.
Leiam esses livros com a consciência de que são só para diversão e que não tem quase nenhuma conexão com a realidade. Não se iludam sobre a veracidade deles por nenhum minuto.

Fico muito triste que o mundo de hoje mostre que as pessoas se excitam mais em sofrer e fazer sofrer do que com carinhos, beijos, abraços. Sei que BDSM não é novidade, mas com essa dinâmica de rede mundial, onde a gente pode ficar sabendo de tudo no mundo inteiro, descobrir como isso é disseminado me dá tristeza e pena das gerações futuras.
Se é pra esse lado que a sociedade está se encaminhando, para o mundo que eu quero descer.

22 comentários:

  1. "Só continue a leitura desse post se tiver mais de 18 anos, ok?" Maravilha :)

    "Acho que esses livros passam a imagem de que quem gosta de BDSM deve ter algum problema psiquiátrico, sofreu na infância, etc, o que não é inteiramente verdade." já li isso em muito lugar.

    "só pra você fugir dela se a vir na rua" kkkkkkkk tá bom, Gabi kkkkkk

    " Ah, e antecipadamente peço desculpas porque sei que vou ofender algumas pessoas, mas esse livro me deixou tão revoltada que me tornei ainda mais emocional do que sou naturalmente. Portanto, pessoas ofendidas: me desculpem." Não achei que esse post vá ofender.

    "Coitada de mim, porque eu acreditei nessa primeira frase..." Gabi, por favor kkkkkk Aham, tá.

    "Pessoas que são esquizofrênicas, depressivas ou doentes mentais de qualquer doença também não devem ler." Comento nada não.

    "Saber diferenciar (...) de morte." Não precisa nem pensar muito pra sacar essa.

    "Se alguém (...) "estar certa"." kkkkkkkkkkkkk compreendo!

    "Então, infeliz, por que você fez?!?!?" >> minha exata reação com várias coisas kkkkkkkkkkkkkkkk

    "se eu estivesse na minha casa e ouvisse uma mulher gritando e sons de pancadas tão fortes como ela descreve, teria chamado a polícia" acho que boa parte das pessoas faria o mesmo kkkkkkkkkkkk

    "Algumas (..) dor." excelente kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    "Não me recomendem mais nenhum livro BDSM porque eu não vou ler." nem a trilogia da Anne Rice?

    " Se é pra esse lado que a sociedade está se encaminhando, para o mundo que eu quero descer." Minha reação também com montes de coisas.

    Post excelente!

    beijões!

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  2. Nada a comentar...Resenha(ou desabafo) perfeita...
    Não existe nada de romantico ou sensual no BDSM...só dor e falta de respeito.Ponto final.

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  3. Gabi adorei a resenha vc falou e disse muito do que eu penso sobre estes livros....

    Estes dias eu li Bem profundo Pelo Amor de Deus a autora descrevia que mulher tava tão mais tão excitada que molhava o lençol ou outras coisas....Afsss gente os livros não tem sentimento nenhum um bando de bobagens que não te chama atenção nehuma.

    Fui num evento erotico onde uam Jornalista foi a fundo mesmo sobre o erotico e pornografico quem foram os primeiros autores falando sobre isso e quem ficou de boca a berta com 50 tons tem que ler muito livro por ai.....

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  4. NOssa que coisa louca,essa semana que passou terminei de ler uma série chamada "mestres do Shandowlands" da Cherise Sinclair,a autora no começo dos livros sempre deixa bem claro que TUDO ESCRITO É FICÇÃO,e realmente os livros são romantizados.
    decidi começar a ler 50 tons de cinza pra ter uma opinião,e posso dizer que BDSM é algo pesado,sério e não deve jamais ser tratado de forma leviana.
    eu tenho uma amiga praticante de BDSM,ainda não sentei pra conversar com ela sobre o assunto,mas um dia farei.
    Não tenho o sangue tão frio assim como o da mocinha desse livro ai não,acho que sexo é PRAZER,e não dor,mas vai saber o que cada um entende por prazer e dor.
    é outra coisa,LER é bem diferente de FAZER.Li esses livros da charise,mas isso é só.
    Beijos

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  5. O BDSM está taaaão na moda hoje em dia que me sinto meio alien por não me interessar pela prática. Não tenho vontade de ler a respeito, talvez, algum dia, eu leia. Talvez, não (pois prefiro outros tipo de eróticos). Na prática, ão consigo me imaginar submissa a alguém. Não sou uma grande loba dominante (por mais que eu queira ser), mas se tentar mandar em mim eu mando passear. Quanto a dor, é um caso estranho de entender. Se a pessoa sente prazer com a dor, então uma cólica renal seria o paraíso, não? Eu acho isso muito estranho; um tapinha, de leve, vai, mas, como você disse, apanhar pra valer e não ganhar NADA em troca é demais pra mim. Nem pensar!!! Bjnhs

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  6. Oi Gasbi, amei seu post. Realmente as pessoas ficam achando que BDSM é uma coisa linda e romântica... Que levar porrada na cara e chicotadas é romântico e isso é realmente preocupante. Como mulher me sinto até um pouco assustada como as mulheres estão tão empolgadas em serem maltratadas... Eu li os dois primeiros livros da trilogia 50 Tons. Gostei dos livros, apesar de serem mal escritos e tal. Mas, ele serve ao seu propósito que é entreter. Agradeço você falar sobre este livro, pois assim não lerei nunca...
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  7. Ótima resenha, eu mesma nunca saquei direito o que era BDSM, mas agora eu estou vendo que o buraco é bem mais embaixo.
    Renata.

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  8. Bem, devo dizer que realmente o BDSM está muito romantizado. O que, na minha humilde opinião, é uma pena. Eu me aventurei por esse meio, após ter lido livros de Cherise Sinclair. Imaginei e fantasiei que seria uma coisa, e me provou ser outra. Foi uma revelação para mim. Não digo que gostei e nem que desgostei pois foi uma experiência que teve seus momentos. Lembro de muitas coisas com carinho, mas hoje não faria o que fiz... É de certa forma opressor e libertador... Os sentimentos ficam confusos, e você passa a ver as coisas sob outra ótica.... Uma coisa tenho certeza, esse 50 tons é muito baunilha... Lerei esse da Sophie Morgan, e talvez de minha opinião sobre ele...

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    1. Amiga, seria enriquecedor conhecer a opinião de uma pessoa que passou por isso!
      Enriquecedor e esclarecedor.

      Leia o Diário e por favor, nos conte como se relaciona com isso. Tem muita gente que precisa tomar um choque de realidade pra descobrir se esse é ou não a sua praia.

      Muito obrigada pelo comentário!
      Estava louca para alguém com uma experiência real vir dar sua contribuição.

      Beijocas!

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  9. Não resisti ao ver sua postagem!

    Sou uma praticante do BDSM, sou uma submissa muito feliz, em uma relação sólida com meu Dono, de muito amor e respeito, e assim como a protagonista do livro, sou independente, tenho meu trabalho, uma família maravilhosa e nunca apanhei dos meus pais na vida, nunca fui estuprada, e não tenho traços de algum problema emocional. Li o livro, e pra falar a verdade acho ele um pouco surreal também, mas dá uma ideia do que alguns de nós gostamos. Sinto muito desiludir aqueles que pensavam que o BDSM se tratava de uma religião... Uma seita... De uma ciência oculta e milenar... Trata-se apenas do bom e velho sexo! Só que é sexo praticado de uma forma diferente.

    Obviamente, que como em todos os meios (baunilhas ou não) e por se tratar de um recorte da vida real, existem muitas pessoas doentias, gente que procura nessas práticas uma forma de aceitação. E gente como eu, que tem família, amigos e responsabilidades normais.

    Garanto: quem vê cara, não vê coração. Usar roupa de couro e sangrar para sentir prazer não é regra!

    Vamos para algumas explicações. A sigla BDSM, trata-se de um tríade:

    BD = Bondagem e Disciplina
    DS - Dominação e submissão
    SM= Sadismo e Masoquismo

    Não é regra que um(a) submisso(a) seja necessariamente um(a) masoquista, ou um(a) masoquista um submisso(a). Existem muitas possibilidades, a diferença é que ninguém julga ninguém. Você é o que você quiser quando quiser. Obviamente que existem algumas regras de conduta, o que não vem ao caso no momento.

    E para quem não entende como alguém pode ser masoquista, saibam que nosso maior "órgão" sexual é o cérebro, essas fantasias estimulam zonas cerebrais em algumas pessoas e então é possível sentir prazer na dor.

    Já ouviu dizer que uma pessoa está em choque após um acidente grave?
    Nosso cérebro adormece a região traumatizada para que não sintamos mais a dor, é mais ou menos o mesmo mecanismo em relação a dor transformada em prazer.

    Alguns estudiosos veem como distúrbio porque algumas pessoas perdem a noção do risco que estão correndo, pois, se há dor, há risco, e se se sentirmos prazer nessa dor, não queremos parar com a estimulação, e se não houver um limite, isso pode nos levar à morte, sim! por isso, meninas entusiasmadas com os romantizados livros, que acreditam que irão encontrar o príncipe encantado sendo uma submissa, tenho uma coisa a dizer: E tão difícil quanto encontrar o príncipe no meio baunilha.

    Acho que estamos com muitos puritanismos, é preciso realmente conhecer os meios antes de se manisfestar. Saber de pessoas reais, experiencias reais, o ponto de vista de cada um.

    Só uma pergunta:

    Jura pra mim que nem por um momento achou o livro excitante?
    Rsrs.. improvável minha cara!

    beijos de uma submissa muito amada, acarinhada todos os dias, que recebe café na cama e flores no meio do expediente.. e que a noite adora ser a "puta" do seu Dono!

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    1. Antes de mais nada, queria MUITO te agradecer por ter postado um comentário aqui!!

      Fiquei bastante feliz quando vi que seu comentário era de uma pessoa que realmente praticava BDSM. E acho que você tem de ter sua voz e tem direito de dizer suas opiniões e suas experiências, até porque você foi super fina e educada, portanto, seu comentário tinha que vir para a postagem, pra todo mundo poder ver os dois lados da coisa.

      Amei que você deixasse bem claro: BDSM não é algo do capeta, é só a maneira como algumas pessoas gostam de curtir seu bom e velho sexo. Se eu dei a impressão de que endemonizava a parada, desculpe porque não foi essa minha intenção.

      Na verdade, com as suas explicações ali em cima, colocadas de uma forma tão clara e inteligente, fiquei morrendo de vontade que você escrevesse mais!
      É claro que eu sei que não dá para acreditar na experiência que li em um único livro, com a visão de uma única pessoa sobre algo que é tão complexo. E se não dá para acreditar num livro sobre experiências reais de uma mulher, quanto mais naqueles romances fantasiosos que estão surgindo - e parece que sumindo - por aí.

      Sem dúvida o lance que você disse sobre o cérebro ser o maior órgão sexual do nosso corpo foi perfeito, porque eu cá com as minhas experiências mais do que baunilhas (cremogema, se você preferir. Hehehehehe) sei que quando a gente não está com a mente legal, não tem como rolar um sexozinho gostoso. Nada funciona direito, a gente não goza e fica com aquela cara de tacho.

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    2. O seu parágrafo sobre o príncipe encantado foi perfeito! É bem isso que eu já tentei explicar algumas vezes (e se você quiser dar uma olhadinha, no post no último volume da trilogia 50 tons, eu tento mesmo desfazer o mito de que existe o cara perfeito. Imagina num universo ainda menor e mais marginalizado, como o BDSM).

      Respeito sua opinião de que eu esteja sendo puritana, mas discordo. Não me oponho à parte sexual da coisa. Entendo que cada um sente tesão com coisas diferente, por isso, não estranho homem com homem, mulher com mulher, dois homens e uma mulher, ou duas mulheres e dois homens, uma mulher e um cachorro, um homem e uma cabra, beber xixi, comer cocô, enfiar o que quiser no rabo (já viu Glass Ass no Google? Eu já!), desde que a pessoa pareça estar gostando disso e não esteja fazendo nada contra a vontade de ninguém.

      O que eu detestei nesse livro foi que o tempo todo ela parece estar sob profundo sofrimento mental, sob angústia e amargurada por seu corpo estar gostando de algo que ela parece abominar! Não consigo compreender, por mais que eu tente, que que ela olhe chorando desesperada para um pregador feito de hashis e mesmo assim prenda aquilo nas partes onde ela prendeu. Se ela descobrisse os hashis e ficasse excitada de felicidade porque teria de prender o grelo com aquilo, porque ela sente tanto prazer com a dor, eu entenderia. Mas da maneira como foi exposto, não tem jeito: não entendo.

      E sim, juro pra você que em nenhum momento achei o livro excitante. Revoltante seria mais o caso. Como se tivesse vendo um filme gore, tipo Jigsaw, O Albergue, Turistas. Esse livro me despertou o mesmo tipo de sentimentos.

      Acredito que você seja super bem tratada por seu Dono, até tive a capacidade de entender que a prática é parte da sua vida, não "a sua vida", mas acho que nem as putas merecem o que a Sophie sofre no livro.
      Nem as putas, nem os travecos, nem os cachorros de rua e os gatos sarnentos.

      Sei que temos visões muito diferentes. Não sei como você imagina que eu sou, mas tenho mais de 30 anos, servidora pública, engenheira civil, vacinada e - infelizmente - não mais inocente. Digo isso porque não quero que pareça que foi uma resenha escrita por uma adolescente desvairada que teve sua virtude abalada por ter lido O Diário de Uma Submissa.

      E realmente minha visão sobre a cultura BDSM é baseada em dois amigos meus que praticam e contaram algumas coisas, alguns livros bem fuleiros que eu li e esse diário aqui em cima. Mas, te juro: prefiro continuar ignorante, porque esse tipo de experiência eu não quero sentir na pele.

      Um beijo, muito obrigada pelo comentário e volte aqui mais vezes!!
      :*

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  10. Querida,

    Claro que te entendo, e entendo a sua forma de ver as coisas. Gosto é gosto, o que seria do vermelho se todos nós gostássemos do verde não é mesmo? E você tem todo direito de não querer sentir isso na pele, só precisa entender que tudo é consentido.
    Sou do meu Dono até onde eu quero, até onde eu permito.

    Não sei como são seus amigos, pois as práticas variam e os meios também. Então, é preciso ouvir mais do que dois praticantes de BDSM, vai notar que cada um tem sua visão, vão gostar de coisas diferentes. Todos os praticantes tem uma mania chata, achar que sabem tudo e que são donos da verdade, é muito tipico..risos

    E esqueça esses livros, eles tratam o BDSM de uma forma muito superficial e as vezes dão uma visão errada, eu mesma não suporto os mesmos.


    OBS: não sou masoquista, não suporto sentir dor e se colocar um hashi no meu peito, morro! risos dobrados!

    Um beijo a você também!

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  11. Sempre lembrando que tudo que é consensual!
    O ser humano é um mistério. Para o bom e o ruim.
    Se pessoas gostam e sentem prazer com a dor,que seja a dor delas!
    Baseada na opnião de quem podemos criticar?
    Esses tipos de pessoas, tem opnião sobre nós também.
    E podem achar absurdo como vivemos nossa vida sexual.
    Enfim.. Se elas sofrem, sangram, ficam roxas, não foi pq alguém as forçou e sim pq deram permitiram. Eles sempre tem a opção de dizer NÃO.
    "São, Seguro e Consensual".
    Só pratica BDSM quem quer.
    E uma submissa não é uma pobre coitada que vive sendo açoitada.
    Foi ela quem escolheu aquele dominador.

    Deixemos de lado nossas aversões ao "estranho"

    =)

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  12. "Se existe um pouco de prazer em sofrer, querer te ver talvez eu fosse capaz" (Ivan Lins)
    N é a dor q dar prazer e sim a submissão, o desejo d servir como objeto de prazer para alguém! O q ocorre é q no momento de excitação, a gente acaba exagerando em tudo. Faz até promessas q sabe q n vai cumprir!...

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  13. Sabe, gostei muito do teu texto e já sentí,também, o mesmo asco que você sentiu lendo certas ficções sobre o assunto.Confesso, porém, que tenho uma atração incrível por literatura erótica que aborde o tema.Nunca pratiquei a submissão nem confessei nada sobre isso a meus parceiros por que simplesmente não confiei em nenhum deles (nem em meu ex-marido).Mas...confesso que no sexo gosto de me sentir dominada e (sutilmente)já exercitei também a dominação com um parceiro meu.É como se, achando que funciona para mim, funcionaria também para ele.De minha parte foi delicado, respeitoso, silencioso e percebí como ele gostou...Mas, de minha parte, tenho receio, ainda não encontrei nenhum homem em quem eu confiasse plenamente. Enfim, as coisas se circunscrevem as nossas fantasias, e esta certamente faz parte das minhas.Ou seja, para mim, existe de fato o desejo lá no fundo de ser dominada sexualmente. Desde que eu mantenha a prudência e continue protegida pelo Anjo da Guarda rs, entendo, sim, que essa é uma forma de desejo que existe em muitas de nós...

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  14. Engraçado, eu li esse mesmo livro e não vi nada disso! É um ótimo livro. A narradora fala de vários vezes que gozou, fala de seu prazer sim, embora misturado e contraditório, porque é a trajetória de uma pessoa que está se conhecendo. Mas desde o primeiro namorado que bate nela com uma escova de cabelo - "estava doendo, mas se ele parasse, eu sei que pediria pra ele continuar" - fica claríssimo que ela GOSTA e muito do que está fazendo. Inclusive, deixa muito claro do quanto estava se sentindo realizada com o último dos caras, o Dom que não tinha muita experiência e ficou assustado quando ela teve um "sub-drop". Apesar de ter ficado acariciando os cabelos dela até que adormecesse, esse Dom foge depois da relação, um tanto assustado consigo mesmo. Aí a narradora nos mostra o quanto ela é resolvida em seu masoquismo. Ela é tão resolvida com sua opção sexual, que diz pro cara: você é sádico e se quiser viver isso, estou aqui, mas se quiser fugir, ser covarde... Não me parece uma posição de alguém que não sinta prazer. Bem, desculpe não ter me apresentado, sou masoquista e não vi problema algum nas práticas narradas nessa obra. É um livro excelente pra quem já vivenciou e pra quem quer conhecer um pouco dessa prática sexual. Eu recomendo!

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    1. o bdsm ainda é muito discriminado e cheio de preconceito, e entendo que quem não gosta de dor sinta desconforto ao perceber o quão intenso a pratica é, mas a sophie declara divesas vezes que gosta e goza muito, quando ela apanha ela fala o quão excitada e molhada ela ficou e quando ela não pode gozar é porque esta sendo punida e na continuação desse livro um dos parceiros dela fala que não precisa de motivos para puni-la pois ela sempre gosta e mesmo com raiva ela se excita e mesmo passando dias sem gozar quando ela pode o prazer é indescritivel por conta do alivio, ela não faz só sexo bdsm quem leu um amor submisso sabe disso mas toda pratica é pra descobrimento do que ela gosta ou não e do quão longe ela pode chegar. e acho sinceramente que pensar que uma pessoa por gostar disso tem problema é terrivel e mostra uma mente limitada que não sabe respeitar as diferenças, assim como uns gostam de sexo anal e outros não é o bdsm, quem gosta pratica quem não gosta não tem o direito de falar que quem gosta tem problema.

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  15. ótima resenha.
    Também estou cansada de só publicarem livros BDSM. Sinto falta dos romances eróticos que não são centrados nesse tema.
    Eu gostei de 50 Tons principalmente por ser mais romântico.
    mas hey, se alguém quiser confirmar o que vc disse, pode dar uma olhada aqui:
    http://portugues.free-ebooks.net/ebook/O-Diario-de-uma-Submissa

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  16. Acabei de ler ontem e fiquei frustada com o final por não explicar melhor, pq depois de tanto sofrimento (que nao permitiria apanhar tanto ou fazer várias coisas que achei un absurdo) torci para ficar com James e ela simplesmente abandonou por gostar de apanhar sério! Nao gostei do livro com ela disse que poderia ter uma continuação pode ter certeza que não vou ler.
    Gostei muito da sua resenha e pode ter certeza não recomendo.

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  17. Eu também sou praticante de BDSM e meu dono me respeita.... respeito a cima de tudo. Só quem pratica sabe, desculpa, mas quem é de fora nunca vai entender.

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  18. Tacar lenha na fogueira é fácil, difícil é querer primeiro estudar e conhecer de fato o assunto antes de falar mal.
    Realmente é meio surreal esse livro, mas como a sub anonima disse o bdsm faz parte da vida e não é a vida. Existem muitas práticas no meio e uma delas é a humilhação. Mas esses livros confundem as cabeças das pessoas, onde criam asco pelo assunto e por outro lado existem as que se identificam e muito.
    Sophie gosta de humilhação e dor! E tudo foi consensual.
    Esse é o jogo.
    Acho que não se deve falar mal do bdsm sadio e sim alertar que quase tudo.. sim, quase tudo é ficção. Não se iludam!
    Agora uma realidade do BDSM que não mostram em livros.
    Os poderosos.. os CEOs, jogadores de futebol, politicos, artistas de tv, etc ...que são praticantes, são submissos, escravos ou masoquistas. O jogo com eles entre 4 paredes é o inverso do que é a vida real.
    A vida real dos CEOs praticantes por exemplo é mandar em sua empresa, mas em casa ele gosta de ser humilhado.
    Dica: quem se intessar leia, estude, pesquise .. não entre na onda de livros e fotinhas do google.

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